Diogo Jerez, São Paulo

Neste final de semana, tive a oportunidade de acompanhar uma palestra brilhante de uma das conselheiras da Artemisia, que introduzia à nova turma de acelerados conceitos de negócios de impacto social.

Dentre as várias mensagens transmitidas que me marcaram, destaco duas: tenha empatia e escuta ativa.

Hoje, ao voltar para casa, como de costume, pego o ônibus que me leva a uma estação de metrô. Estava em meu trajeto normal, lendo um livro. Ao parar em um dos pontos, o motorista é questionado por uma mulher:

“Motorista, passa no metrô Ana Rosa?”

Na frente do ônibus, em letras garrafais estava escrito o destino: “ANA ROSA”. Ouço então, ao meu lado, duas amigas interromperem uma conversa e comentarem:

“Claro que passa… Que pergunta…”

Eis que uma terceira mulher, que estava ao lado das duas – e consequentemente ao meu também – interfere no diálogo com a seguinte observação:

“Ela pode não saber ler.”

As duas amigas ficaram sem reação.

Essa história me conectou muito com a palestra que ouvira no final de semana.

Tiro uma grande lição, que parece óbvia, mas que pô-la em prática é bastante desafiador para diversas empresas, profissionais de marketing, vendas, UX, empreendedores e responsáveis pelo relacionamento com clientes: tenham empatia e escuta ativa.

Conhecer o seu cliente, de forma profunda, é essencial para o negócio. Pode estar em letras garrafais, com um design lindo – do seu ponto de vista – ou com uma ação de marketing que você julgou incrível. Se você não conhecer seu usuário, não tiver empatia e não exercitar uma escuta ativa em todas as interações, todo esse investimento pode ser inútil. Se você é empreendedor de um Negócio de Impacto Social e não conhece a fundo seu público, redobre a urgência de se atentar a ele. Isso pode derrubar o seu Plano de Negócios.

Trabalhando em Busca & Seleção de Negócios de Impacto Social na @Artemisia Brasil há quase dois anos, já analisei diversas empresas que claramente não fazem disso um hábito no negócio. No fundo o que esses empreendedores, empresas e profissionais que não tornam isso parte da cultura organizacional e do desenvolvimento de seus produtos e serviços estão reforçando é o seu mindset fixo¹ – a percepção de que sua solução é a melhor, mas que o mercado ainda não está preparado para comprá-la.

¹Conceito apresentado por Carol Dweck em seu livro “Mindset: A nova psicologia do sucesso”.

*veiculado originalmente aqui*